Sabe aquela pessoa que sempre está reclamando ou dizendo que a vida não acontece porque alguém ou alguma coisa (no passado ou no presente) a impede de ser feliz? Eu conheço várias.

               Conheço empresários que não perseveraram e colocam a culpa na crise, na obra da rua, nos funcionários, na contabilidade, no sócio, na chuva, no frio ou na seca. Conheço gente que falhou no vestibular e a culpa caiu na universidade que fez uma prova picuinha, no porteiro que não deixou entrar, no professor de geografia, na mãe, no irmão ou no cachorro que latiu na madrugada véspera da prova. Essas pessoas uma coisa em comum: A responsabilidade pelo fracasso nunca é deles. Na minha opinião, essas pessoas fazem parte de uma categoria de modelo mental paralisante: Gente que se faz de vítima como estratégia para viver. Eu, sinceramente, não sei como isso gera efeito. Creio que, na cabeça deles, se vitimizar pode gerar alguma empatia ou sentimento de dó no universo. Assim, o universo identificando que ali existe um “coitado(a)” (pessoa desprovida de sorte ou fartura de azar), fará com que o caminho fique mais leve ou que as pessoas peguem mais leve com o vitimista.

               Se você se identificou nesse modelo, um recado. A vida é dura para todos. Choramingar não vai fazer o problema desaparecer ou fazer que o caminho fique mais leve. Não passou no vestibular que gostaria? Engula o choro e tente mais uma vez. Empresa não deu certo? Persevere mais, ajustes os detalhes e dê tempo do negócio acontecer (não será do dia para noite). Não conseguiu o emprego dos sonhos? Se qualifique mais e volte para a fila. Não existe escola melhor que o fracasso. A diferença entre vencedores e perdedores é justamente a maneira que encaram o fracasso. Vencedores reconhecem os erros, se responsabilizam, aprendem com as derrotas, levantam e tentam de novo (sem se lamentar). Perdedores sentam e choram (o resto da vida).

               Outra característica desse perfil é a necessidade de apontar o dedo e caçar bruxas. Creio que vira o objetivo da vida do vitimista em procurar um culpado para as mazelas. Enquanto não encontrar um culpado e encontrar uma bruxa, esse pessoal não sossega. Tenho certeza que você conhece alguém assim. Quer um conselho? Fique longe dessas pessoas. Elas vão sugar toda sua energia e vão te contaminar. A convivência vai te fazer enxergar a vida pelo lado ruim, te castrando a capacidade de tirar lições boas das pessoas e situações.

               Se existe alguém com esse mindset na sua empresa, tire essa pessoa logo também. Ela pode destruir sua corporação, contaminado as pessoas de bem. Eu passei por isso na Kiwi e felizmente consegui reverter a situação à tempo. Como sou um otimista por natureza e aprendo com meus erros (e os assumo), essa experiência me fez mudar todo o processo de seleção e treinamento para entrar na Kiwi. Agora, para se tornar um franqueado, o candidato passa por 9 etapas. Fazemos o candidato ter reuniões com a franquia, reuniões com franqueados da rede e até teste psicológico para entendermos quais as competências. Não entra quem não tiver mindset compatível com os valores da marca e saúde mental para tocar um negócio.

               Outra mudança importante foi no conteúdo dos treinamentos. Hoje o programa de treinamento é bem mais focado em cultura organizacional do que em técnica gerencial. É claro que são assuntos importantes e nunca serão deixados de lado, mas o modelo mental é que vai fazer uma loja performar bem ou não. Entre saber operar uma calculadora HP e saber canalizar as energias para o bem estar dos funcionários e clientes, prefiro a segunda opção. Pode me entregar um “papel de pão” com o registros das despesas da loja. Lá na frente você aprende a mexer numa planilha.

               Para ajudar nesse contexto, criamos a Universidade Kiwi que será lançada mês que vem (Maio/18). A universidade terá a parte técnica treinada por uma plataforma de cursos on-line da Kiwi. De onde estiver, os franqueados, candidatos e colaboradores poderão se capacitar em vários assuntos (finanças, vendas, atendimento, etc.). Na parte de cultura organizacional, lançaremos os TRAINING CAMPS. Nesses “camps”, iremos fazer a transfusão de sangue Kiwi. É em algum hotel no mato ou na beira da praia que os novos franqueados vão desenvolver o DNA Kiwi e suas aptidões psicológicas para alcançarem os resultados, aguentando firmes os desafios de qualquer empreendimento. Serão aulas de desenvolvimento da saúde mental (yoga, concentração, meditação) com workshops práticos sobre gestão e cardápio Kiwi. Vai ser foda!

               O que vai te diferenciar em ter uma vida feliz ou uma vida infeliz é a maneira que você lida com ela. Ou você senta e chora, ou levanta e segue em frente. Eu escolho, sempre, a segunda opção.

What doesn’t kill you, make you stronger (Metallica)
O que não te mata, te deixa mais forte. (Metallica)

Dimitri